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Minha vida de bermudas



Mudança de endereço

Agora vocês encontram este blog junto com a minha obra e outros assuntos na minha homepage: www.regina-drummond.de Espero vocês lá. Beijos!



Escrito por Queipa às 11h10
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Feira de Frankfurt

Oi, Pessoal!

Voltei ontem à noite de Frankfurt, onde estive por dois minúsculos dias tão apertados e acelerados quanto maravilhosos.

Sei que sou suspeita, pois repito sempre a mesma coisa, a cada ano... Mas fazer o que, se é mesmo verdade?

Um pouco é pelo meu encantamento por “estar lá”, visitando a maior feira de livros do mundo. Mas também porque me sinto no meu ambiente, uma peixinha minúscula  no meio do mar, rodeada por milhões de outros peixes enormes e brilhantes, mas tão feliz em sua insignificância... Entre eles estão tantos amigos e amigas, editores, principalmente, que eu me sinto confiante. Conversar com esse pessoal é mais do que um ato social, é um aprendizado. Mas ainda tem mais: é com orgulho que constato que o Brasil vem marcando sua presença no evento cada vez com mais força - e este ano foi arrasador!

O estande estava muito bonito, tanto na decoração, em madeira clara e azul, quanto na funcionalidade e praticidade. Adorei especialmente os pontos de reunião: do outro lado do corredor, um espaço mais estreito, porém acompanhando o comprimento do estande principal, foram criados pequenos nichos com confortáveis e belas poltronas brancas e uma mesinha no centro, onde a gente podia se sentar para descansar ou para conversar, tratando dos negócios de uma maneira mais informal.

Ali foi colocado também um pequeno auditório, onde o querido amigo Galeno Amorim enfeitiçou a plateia com a apresentação do projeto de tradução de obras brasileiras que a Biblioteca Nacional, da qual é o presidente, está oferecendo às editoras estrangeiras.

Eu não poderia deixar de destacar ainda a gentileza do vice cônsul brasileiro em Frankfurt, o sr. Danilo Zimbres, e também a presença do ex-cônsul brasileiro, sr. Renato Prado Guimarães.

Isso tudo e muito mais vocês vão ficar sabendo no link que coloco abaixo. Mas ninguém vai falar com o mesmo carinho que eu da competentíssima, elegantíssima e gentilíssima Karine Pansa, presidente da CBL. Para falar sobre dela, peço desculpas, pessoal, mas terei que usar esses e outros superlativos: é que ela é mesmo demais!

Karine abriu a apresentação com muito brilho (e um inglês impecável) e foi incansável: atendeu todo mundo, sempre com aquele lindo sorriso que a gente conhece iluminando o rosto.

Como sempre, por lá também podia ser encontrado o meu filho Diego, presidente da ABDL, diretor da CBL e CEO do Grupo Escala, que inclui a Larousse do Brasil, que eu, naturalmente, enchi de beijos orgulhosos.

Desta vez também aconteceu algo inédito: fui entrevistada por uma jornalista alemã. Ela já publicou uma frase que eu disse no jornal Deutsche Welle, no meio de uma matéria muito boa sobre o primeiro dia do evento, que você pode conferir, em português, no link:

www.dw-world.de/dw/article/0,,15457264,00.html

 

 



Escrito por Queipa às 10h15
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Mudanças

Oi, pessoal!

Faz tempo que não escrevo aqui... Peço desculpas. E aviso que meu blog mudou de endereço: agora vc encontra tudo junto na minha homepage: blog, livros, carreira, novidades, eventos, fotos, enfim, tudo que eu faço. O endereço é: www.regina-drummond.de

Encontro vocês lá! Beijos!



Escrito por Queipa às 07h48
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Revista Superpedido, Edição 33

Estou escrevendo para o Papo de Autor, da revista Superpedido. Na edição 33, do mês de novembro, vc pode ler o artigo abaixo:

Uma escritora na Oktoberfest de Munique

 

Regina Drummond

 

É Oktoberfest em Munique. Mas não é qualquer uma!

Explico: a “Festa da Cerveja” que é conhecida como “Festa de Outubro”, e acontece em setembro (por causa do tempo, não tão frio, pelo menos, teoricamente), nasceu em Munique. Na primeira, em 1810, foi instituída uma corrida de cavalos para comemorar o casamento do príncipe herdeiro, mais tarde rei Ludwig I da Baviera, com a princesa Teresa de Saxe-Hildburghausen.

A festa, para a qual estavam convidados todos os moradores da cidade, aconteceu num parque longe do centro, batizado Theresienwiese, em homenagem à noiva. O enorme sucesso fez com que fosse marcada outra festa para outubro do ano seguinte, e assim começou a tradição. Ainda hoje, é nesse mesmo local que ela acontece.

Atualmente, existem Oktoberfest até na China. No Brasil, a de Blumenau, em Santa Catarina, é a mais famosa, mas elas são várias. Nenhuma delas, porém, é visitada por 6 milhões de pessoas, que bebem seis milhões de litros de cerveja – só a original.

Era nisso que eu pensava enquanto me dirigia à estação de metrô. Eu usava o meu lindo traje típico da Baviera: short e colete de couro, com todos os complementos que tinha direito, mais um casaco por cima. O sol brilhava, mas a volta seria à noite, portanto, estaria frio. Tinha combinado de encontrar as amigas na entrada principal.

Mesmo no curto trajeto, eu levara o livro que estava lendo e o abri assim que me sentei.

De repente, um senhor à minha frente, também vestido à moda bávara, interrompeu a minha concentração com a pergunta:

- Desculpe-me incomodar, mas o que você está lendo com tanto prazer?

Mostrei a capa do livro e o outro homem que estava ao lado dele exclamou:

- Goethe!

Os dois estenderam a mão para pegar o livro.

- Posso?

Entreguei.

Eles abriram, viraram, leram o que estava escrito em alemão, olharam um para o outro. Não queriam acreditar. Perguntaram de onde eu era, confirmaram se a outra língua da edição bilingue era português.

- Uma brasileira lendo Goethe no metrô!

Comentei como apreciava o poeta, como “Fausto” era fantástico e nos despedimos porque era hora de descer. Para eles também, estávamos indo pro mesmo lugar.

Tudo aconteceu como era de se esperar: encontrei as minhas amigas e passeamos, assim como as milhares de pessoas do mundo inteiro, entre as barracas que vendiam coisas gostosas como o típico coração de pão de mel, as avelãs açucaradas, doces e chocolates variados no meio de salsichas com ou sem pão, mas sempre com bastante mostarda, e batatas e frangos e sanduíches, enfim, tudo que é costume encontrar por lá, regado a muita cerveja.

Os brinquedos do parque de diversões, sempre com fila de espera, piscavam as luzes, agitando o ar com sua música dançante e as promessas de muitas emoções nos loopings, paradas no ar, rodadas, sacudidelas e esfregões no estômago para os mais ousados e carrosséis, carrinhos e cavalinhos para as crianças menores.

Depois, nos dirigimos para o local onde tínhamos reservado uma mesa.

Cada marca de cerveja monta a sua tenda, na qual cabem de 8 a 12 mil pessoas, e a enfeita o melhor que pode, quer dizer, cada uma é mais linda do que a outra.

Entramos. A banda tocava a todo vapor e as pessoas se sacudiam ainda mais animadamente, cantando o refrão das músicas famosas, misturadas às tradicionais. A maioria dos homens trajava shorts de couro e as mulheres, vestido comprido com avental, o gordinho dos seios à mostra, como tem de ser, já que era assim no século 18 (e a maioria das cervejarias data dessa época; para quem quiser conferir, sugiro as ilustrações dos livros dos Irmãos Grimm).

Na nossa mesa... Surpresa!

Mas antes preciso explicar que a “nossa” mesa não é algo assim tão particular como o pronome sugere. Ela abriga mais oito pessoas, daquelas que a gente nunca viu mais gorda na vida, mas com quem, provavelmente, vai cantar e dançar até cansar. E, se apertar bem apertadinho (porque caber dez pessoas ali já é apertado), ainda entram mais uma de cada de lado do banco.

Se você já adivinhou, eu confirmo: ali estavam... os dois senhores do metrô, meus mais novos amigos.

Sentei-me ao lado deles, que abriram espaço pra mim, na maior cortesia.

E não deu outra!

No meio daquela música barulhenta e de toda aquela alegria mais pra carnaval que pra poesia, nós três discutíamos sobre a imortalidade e o conhecimento, citando nosso amado poeta e a irreverência de Mefistófeles.

- De tudo de maravilhoso que tem no “Fausto” – eu disse - o pedaço que mais gosto é quando Mefistófeles fica bravo e diz: “Com todos os diabos, e as pragas infernais, mais pragas rogaria, se soubesse mais!” Mas isso é uma tradução maravilhosa do brasileiro: na verdade, o que o demônio diz é mais simples – citei em alemão, traduzi pra que eles comparassem. Eles ficaram muito surpresos. E cada um recitou o pedaço que mais apreciava – sempre Mefistófeles, é claro, que é o mais divertido.

Contei do meu livro novo, lançamento da FTD, no Brasil: “Marcelo descobre a Alemanha” – e Goethe, que não consta do título, mas é o melhor do livro.

- Será que você não poderia traduzir pra gente? – pediu um deles. – Eu adoraria ler este livro!

Ai, ai, ai... Eu ri, por dentro. Seria maravilhoso não apenas se eu pudesse, tivesse tempo, etc e tal, mas se o meu conhecimento da língua alemã alcançasse essas esferas...

Às 23 horas, quando a banda se despediu e nossa tenda fechou, comentei com as amigas:

- Esta foi a melhor Oktoberfest que eu já fui na minha vida!

E olha que vou mais de uma vez, todos os anos, há mais de dez!

 



Escrito por Queipa às 06h28
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Convite do lançamento



Escrito por Queipa às 06h20
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Foto que saiu na Caras



Escrito por Queipa às 06h18
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Livraria Martins Fontes da Paulista: Igor, Aline, Damaris, Sonia, eu e a mãe do Igor



Escrito por Queipa às 06h13
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Sucesso total: lançamento do livro "O Bebê Vampiro", da Ed. Cortez, com ilustrações de Márcia Széliga



Escrito por Queipa às 06h09
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Adoro contar histórias!



Escrito por Queipa às 06h07
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Auditório sempre lotado: mais de 200 crianças de cada vez...



Escrito por Queipa às 06h04
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No meio das crianças, me sinto sempre muito bem!



Escrito por Queipa às 06h00
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Participei do Papo de Autor com as minhas queridas amigas Giulia Moon e Martha Argel, um sucesso!



Escrito por Queipa às 05h57
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Que alegria! Adoro os pernas de pau!



Escrito por Queipa às 05h54
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Visão geral do Salão do Livro de Pres. Prudente



Escrito por Queipa às 05h52
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O Brasil em Frankfurt

No mês de outubro, tenho sempre um encontro marcado com o Brasil em Frankfurt: é a Feira do Livro.

Este ano, o stand do Brasil estava mais lindo do que nunca. E movimentado. Parabéns, CBL!

Reencontrei os amigos, arredondei antigas ideias, fechei novos contratos, vieram convites interessantes... enfim, foi uma delícia, e tudo como vem sendo há anos!



Escrito por Queipa às 05h44
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